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08/08/2010
21:29 PARA UM AMIGO
Eu acredito que todas as pessoas têm talento para contar ou escrever estórias, é só uma questão de perder a timidez.
Tenho um amigo que é muito tímido, o J. Plácido. Acho que ele até tem nome de escritor, por isso resolvi publicar no meu blog alguns textos dele.
Pra quem é tímido ou é um “típico” paulista, vai entender as estórias dele.
Começo com um “mico” dele sobre a timidez:- Vou te contar um mico: Nos primeiros dias que comecei a trabalhar como vendedor... eu chegava no endereço (pois a visita já estava agendada, eu só precisava falar com o comprador, ou gerente) e algumas vezes eu simplesmente não tinha coragem de entrar, tamanha vergonha ....dava meia volta e sumia daquele lugar, rsrsrs. Aos poucos fui “criando” coragem e com o tempo até fazia boas vendas, mas o começo foi um desastre, rsrsrs
Então J. Plácido, escrever é assim: a gente agenda a visita com o papel (ou computador, nesta era mais moderna!) e às vezes não tem coragem de “entrar”... Mas aos poucos vai se soltando...
Como você fez, quando me contou sobre o acontecido em Presidente Prudente:
- Foi o seguinte: Eu conheci um professor de violão e ele me convidou para tocar aos domingos a noite, na praça central da cidade. (trata-se de um evento patrocinado pela prefeitura). É bem informal, as pessoas chegam e dizem que querem cantar uma determinada música ...então, por ordem de chegada, vão sendo chamadas e o professor Zezinho as acompanha ao violão. Como são sempre os mesmos, o Professor até já conhece as músicas, nem precisa de ensaio.
Eu só não sabia que o Prof. Zezinho havia comentado com o pessoal da prefeitura a meu respeito. Durante a semana um carro de som, da prefeitura, sai pelos bairros anunciando o tal encontro de cantores que se apresentam para cantar na praça. Detalhe: Não deveriam perder a grande oportunidade de assistirem a um grande BANDOLINISTA, de São Paulo, tocando belíssimas músicas de Jacob do Bandolim, acompanhado pelo excelente e conhecido MAESTRO ZEZINHO.
Só de lembrar disso, me dá ARREPIOS até hoje – o GRANDE bandolinista era eu!!
Enfim, a praça estava lotada, eu “morrendo” de medo de tocar e apavorado, só então percebi a grande encrenca em que tinha me metido! Depois do SHOW, enquanto eu guardava o bandolim e o técnico de som desligava a aparelhagem, chamei o Zezinho e disse-lhe em alto e bom som “VOCE É UM GRANDE FILHO DA PUTA, agora vamos pra lanchonete que você me deve uma BREJA bem geladinha”.
E lá fomos nós, rindo e comentando a grande noite de violão e do “famoso” bandolinista na praça.
E tem este texto sobre como J.Plácido “encontrou” a grande cidade de Santo Antonio de Posse, terra do ex-jogador do Corinthians de do Palmeiras e agora comentarista Neto (ah, agora é minha terra também):
Há alguns anos atrás, quando existiam poucos pedágios, eu tinha a mania de nos finais de semana pegar o carro e dar umas voltas por aí .... na realidade umas voltonas...
A minha mulher adorava isso. Aliás, fazíamos isso porque ela já estava acostumada com o meu sogro que era viciado em dar voltinhas e saírem “sem destino” para conhecerem lugares pitorescos no entorno de S.Paulo, num raio de 200km.
Bem, numa destas saidinhas, passamos por uma placa onde indicava “Santo Antonio de Posse” (no momento não me lembro qual é a estrada, mas me parece que é a D. Pedro, sei que é pros lados de Campinas). A minha mulher ficou muito animada e curiosa para conhecer a cidade. Lembro-me bem que ela fez o seguinte comentário : “Como sou devota de Santo Antonio, gostaria muito de ir até lá!”
Saí da estrada principal e pegamos uma estradinha vicinal, achei estranho porque andamos bastante e nada de aparecer a cidade, sinceramente quase desistí, porque já estava ficando tarde e não encontrávamos sinalização indicando quantos quilometros faltavam! Enfim, chegamos... que tranquilidade... poucas pessoas nas ruas, pouquíssimas.
Cidadezinha linda, apesar de próxima à S.Paulo, bem interiorana, com homens de chapéu e montados a cavalos, andando no centro da cidade, alguns barzinhos (vendas) pequenas. Uma maravilha, muito legal. Procuramos uma padaria para tomarmos um café. A Igreja estava fechada, demos uma voltinha no centro e seguimos para São Paulo. No caminho viémos discutindo (no bom sentido!) aual seria o nome correto da cidade: Santo Antonio DE Posse (dizia ela) ou Santo Antonio DA Posse (dizia eu). Ela ganhou, rsrsrs
Vejam vocês: ele se lembrou do nome da cidade, mas não lembra mais onde fica, pobre cidadezinha do interior, esquecida, rsrsrs (ainda tem pouquíssimas pessoas...e agora é minha cidade também)
Se você gostaram dos textos, deixem um comentário de incentivo para o J.Plácido, ele é uma pessoa especial, e tenho certeza que tem muitas outras estórias para nos contar ou avivar nossa lembrança... Angela Bonas | comentários(0
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04/07/2010
21:11 QUEM SUBSTITUI BEETHOVEN?
Acho que foi o Samuel Johnson quem disse que nada aguça a mente como a perspectiva de ser enforcado.
O Chile não era uma ameaça mortal, mas a simples possibilidade da uma eliminação por distração ou acidente aguçou o jogo da Seleção. Mas também foi só... Será que não foi falta de lustrar os talentos?
Li certa vez a história de sobre uma empresa: sala de reunião (por que não uma preleção de Dunga??). O gerente nervoso fala com sua equipe de gestores, e olhando nos olhos de cada um ameaça: “ninguém é insubstituível” (afinal, o banco de reservas era cheio de talentos...)
Silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta:
- E o Beethoven?-
- Como? – o gerente encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substitui o Beethoven?
Silêncio.
Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Albert Einstein?
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem – ou seja – fizeram seu talento brilhar. E portanto são, sim, insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico.
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de qualquer organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do conjunto.
Ou se corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande.
E o mundo teria perdido todos esses talentos, como perdemos uma Copa do Mundo...
E também perdemos a alegria das transmissões ao vivo da África: adoro ver o William o Bonner namorando a Fátima Bernardes em rede nacional !!! O máximo!
Angela Bonas | comentários(0
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07/03/2010
11:51 TODAS MULHERES GOSTAM DE ROSAS...
... ou são a própria rosa...
Entrevistei muitas pessoas, homens e mulheres, para escrever sobre o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.
E de tudo o que ouvi, o que mais se destaca pra mim são as expressões “ao lado de um grande homem há uma grande mulher”, e “o mundo vai ser melhor só quando as mulheres o dominarem”.
Concordo plenamente com a primeira, mas com a segunda... não acredito que “dominar” faça parte da alma feminina. Pelo menos não o domínio explícito...
Em todas as épocas e povos, a mulher sempre teve sua posição atormentada pelas dificuldades do não reconhecimento de seu valor e de seu papel.
Mesmo nos países em que é valorizada, facilmente se percebe um preconceito camuflado em piadas e risos irônicos (principalmente com as loiras...)
Mas elas prosseguem: carregam famílias, assumem tarefas, adoçam os dias com o mel que só um coração delicado pode oferecer.
Por mais que trabalhem, sejam bem sucedidas, realizadas, a marca feminina é a da dedicação que não conhece limites.
Mão estendida, voz carinhosa, presença constante. Mães, irmãs, avós, esposas, namoradas. Sempre ao lado, de mãos dadas, com brilho nos olhos e força nos braços.
Ser forte não significa gritar, para ser ouvida e para chamar, se isso pode ser feito com uma voz doce. Não precisa exigir para conseguir as coisas, se com um jeitinho especial pode pedir e ser atendida. Não precisa “medir forças”, pois a sua força está na persuasão.
E sempre podemos contar com a força de nossos sonhos, a força na nossa fé e a força do nosso amor.
Atualmente, as mulheres possuem ou operam mais da metade de novas empresas. As mulheres estão se destacando nas Faculdades de Medicina, e há muito já dominam a área de enfermagem.
E acabamos controlando a riqueza dos homens, porque, infelizmente, sobrevivemos a eles...
Por isso tudo, viva a mulher, não somente no dia 8 de março, viva a mulher todos os dias, todo o tempo.
E porque, efetivamente, só a mulher tem bastante poder para transformar os espinhos em flores. Então, homens, abram espaço para as mulheres. Afinal de contas, aonde podem os homens ir, de fato, sem nós? Somente uma geração...
Angela Bonas | comentários(1
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31/01/2010
12:42 UMA REVOLUÇÃO SILENCIOSA
Tenho recebido por email muitas mensagens destacando o valor da mulher madura. (hummm, vejo alguma insinuação nas entrelinhas?) (risos)
A maturidade nos tira muita coisa, mas recebemos com otimismo tudo de bom, de novo, de mágico que ela nos oferece. Se eu pudesse voltar no tempo, voltaria só para reviver algumas histórias que compõem a minha memória afetiva e voltaria depressinha para o meu presente.
Porque a maturidade nos faz sentir mais livres, mais felizes e mais belos, aliviados das algemas da ditadura da moda e da beleza. Até porque só é possível se sentir bonito quem se aceita e se conhece de verdade. E nós já nos conhecemos há mais de meio século!
Hoje, já temos o Estatuto do Idoso, até um Fundo Nacional para projetos para idosos. E pra nós, os maduros, nada?
Está acontecendo uma revolução silenciosa. Vem surgindo um novo conceito de homem, o que acompanha a evolução da mulher com orgulho e gosta dessa mulher feliz com suas rugas emergentes, com o seu corpo já sem o vigor da juventude, mas ainda mais sensual, caloroso, acolhedor e belo. E uma mulher que não nega a sensualidade, o erotismo bem vivido, a cumplicidade amorosa, o companheirismo pleno.
Mas eu quero poder comprar uma calça jeans que não apenas me cubra as “partes pudendas” (como diria a minha vó”) com apenas cinco centímetros de frente, e me faça “pagar cofrinho” (como diria meu neto) toda vez que me abaixo para pegar os óculos (com os quais já não vivo e que derrubo umas cem vezes ao dia)!
Quero fazer ginástica para ser mais saudável, e não participar do “iron women” – e que me faz ficar com dores musculares por uma semana, sendo que me resta fazer uma hidroginástica sem graça numa piscina superaquecida, pois as outras alunas sentem frio...
Quero poder comprar uma lingerie sensual que não me faça sentir apertada, com se estivesse usando um espartilho da idade média, porque as fábricas produzem peças tamanho G que só me serviam quando eu tinha uns quinze anos!
Estou cansada de ver na mídia mulheres maduras siliconadas, lipoaspiradas, com um garotão de vinte anos por semana. Meus modelos são a Dra. Silvia Brandalise do Centro Infantil Boldrini de Campinas, Luiza Helena Trajano do Magazine Luiza, Maria Helena Santa da Comissão de Valores Mobiliários.
Mas não somos só essas: somos a Nair que vende pastéis na feira, a Maria Inês que acabou de abrir um salão de cabeleireiro, a Rose que trabalha como telemarketing, a Ana que se aposentou e viaja com o marido pelo menos cinco vezes por ano (e todo final de semana vai pra casa de praia.)...
De que adianta ouvir as dicas de Glorinha Kalil, se não temos onde comprar?
Acorda, comerciante brasileiro!
Angela Bonas | comentários(1
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13/12/2009
11:27 AMANHÃ É NATAL, MAS HOJE TAMBÉM É...
Ei, você, aonde vai com tanta pressa? Eu sei que você tem pouco tempo... Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Para onde vão todos? Os shoppings estão lotados... Há uma correria generalizada... Alimentos e bebidas são armazenados... E os presentes, então? São tantos a providenciar... Entendo que você tenha pouco tempo. Mas, qual é o motivo dessa correria?
As luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores... Ahhhh, amanhã é Natal...
Na nossa vida, com todas as complicações que surgem e com a habituação das coisas, não nos damos conta das coisas simples e boas da vida. No meio da confusão do dia a dia, do escasso tempo que sobra para nós ou para a família ou namorada etc... Não vemos as coisas que estão a nossa volta que são simples, comuns, mas que nos trazem alegria.
E porque amanhã é Natal, reunamo-nos todos os que lutamos juntos, na alegria e na dor, e que apesar de tudo permanecemos unidos.
Olhemos para a mãezinha a quem chamamos o ano inteiro para pedir roupa limpa, comida, e digamos: Mãe, o que seria da minha vida sem você? Eu a amo, mãezinha querida. Ao pai a quem só nos dirigimos para pedir dinheiro, carro emprestado, cartão de crédito, e falemos com carinho: Olá, paizão! Apesar de não ter o costume de dizer eu o amo, tenho certeza de que minha vida não teria sentido sem você.
Acerquemo-nos daquele irmão com quem não conversamos, olhemos nos seus olhos e falemos: Olá, mano! Que bom ter você no meu caminho! Aproximemo-nos daquele filho drogado, infeliz, rebelde, e falemos com ternura: Filho, você é a estrela da minha estrada! Sem você a vida não teria sentido...
E, porque amanhã é Natal... busquemos a secretária do lar, que chega à nossa casa muitas vezes antes do sol nascer e só vai embora depois que o último filho chega do colégio, para lavar a louça e deixar tudo em ordem, e digamos: Minha amiga, precisamos uns dos outros. Que bom poder contar com você por mais um ano! E, porque amanhã é Natal... olhemos para nosso patrão e falemos o quanto ele tem sido importante em nossa vida, pois nos ajuda a ganhar o pão de cada dia.
Num dia distante, há mais de vinte séculos, o Divino Pastor nasceu entre as Suas ovelhas. Veio manso, numa noite silenciosa, somente deixando-se anunciar por um coro de mensageiros espirituais, aos corações dos homens de boa vontade.
Até hoje, Ele continua assim: falando aos homens que se dispõem a ter boa vontade para com os outros homens. Boa vontade para se doar, para se dar, para amar.
Este é o sentido do verdadeiro Natal: o amor de Deus para com os homens. O amor dos homens uns para com os outros, em nome do Divino Amor que se chama Jesus...
Angela Bonas | comentários(1
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