QUANDO TUDO ACONTECE...


QUANDO TUDO ACONTECE...
Angela Bonas
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08/11/2010 19:25
Pronto, falei!!!!
Não agüento mais receber e-mails de correntes. Pronto, falei!

Corrente é uma coisa que um espertinho faz só pra provocar os poucos confiantes, ou aqueles que acreditam em qualquer coisa.

Se eu acreditasse em todas as correntes que recebi este ano, eu não tomava coca-cola porque me avisaram que serve pra limpar mármore, desentupir pia e que um cara caiu no tanque da fábrica e ficou totalmente corroído; já não ia mais ao cinema com medo de sentar numa agulha contaminada com o vírus da aids; estaria sem saber com o que fazer com a inhaca de gambá violenta que eu fiquei porque desodorante causa câncer de mama; não estacionava o carro em shopping center com medo de cheirar perfume e ser seqüestrada; não atendia meu celular com medo que alguém peça para digitar 55533216450123=t4rh2 e eu tenha que pagar uma fortuna de ligação para o Irã; não comia mais bigmac pois é tudo feito com carne de minhoca com anabolizante. Refrigerante em lata, nem pensar!!! Tenho medo de morrer de leptospirose da urina do rato...

Não tenho mais nenhum tostão, pois doei tudo para a campanha em prol da operação da Raquel, ou seja lá que nome for, que é uma menina que precisa fazer uma operação no cérebro urgente, que só tem mais dois meses de vida (desde 1993!).

Este mês devo receber o meu celular que ganhei da Ericsson, por ter repassado os e-mails para 2.366 amigos, e mês que vem recebo os U$1.000,00 da Aol e da Microsoft, além do notebook, da Ferrari e das cestas da Nestlé...

E Jesus e Nossa Senhora já devem estar morando lá em casa de tanta visita deles que recebo por email. Além da última modalidade, que é a ameaça de que Deus vai me punir porque só demonstro que acredito Nele se repassar a corrente... Como coisa que Deus não tem mais nada do que fazer a não ser ficar conferindo se repassamos emails!!!

Mas a gota d´água foram os emails contra os candidatos José Serra e Dilma. Um mais estapafúrdio do que o outro, e sempre pedindo que não parasse a corrente, e fazendo você se sentir culpado se um candidato perdesse por causa daquele voto daquela pessoa que não leu o email. Me obriga a dizer que eu prefiro a propaganda eleitoral na TV, porque é mais fácil apertar o botão do controle remoto e desligar.

Imagine-se você, tentando localizar um email importante e urgente naquele mar de lixo eletrônico...

E o pior é que tem amigo que só envia corrente pra gente, dá pra chamar isso de amigo? Talvez amigo da onça...

E se você acha que estou blasfemando contra os poderes das correntes, saiba você que a minha primeira corrente quebrada foi quando eu tinha uns 11 anos, foi uma de uma papelzinho que se caso você não fizesse “xerox” e saísse entregando pelas casas um mal terrível iria te acontecer, e olha eu bem aqui, mais de 40 anos depois, escrevendo aqui pra você e vou muito bem, obrigada!
Angela Bonas | comentários(1 )



08/08/2010 21:29
PARA UM AMIGO
Eu acredito que todas as pessoas têm talento para contar ou escrever estórias, é só uma questão de perder a timidez.

Tenho um amigo que é muito tímido, o J. Plácido. Acho que ele até tem nome de escritor, por isso resolvi publicar no meu blog alguns textos dele.

Pra quem é tímido ou é um “típico” paulista, vai entender as estórias dele.

Começo com um “mico” dele sobre a timidez:
- Vou te contar um mico: Nos primeiros dias que comecei a trabalhar como vendedor... eu chegava no endereço (pois a visita já estava agendada, eu só precisava falar com o comprador, ou gerente) e algumas vezes eu simplesmente não tinha coragem de entrar, tamanha vergonha ....dava meia volta e sumia daquele lugar, rsrsrs. Aos poucos fui “criando” coragem e com o tempo até fazia boas vendas, mas o começo foi um desastre, rsrsrs

Então J. Plácido, escrever é assim: a gente agenda a visita com o papel (ou computador, nesta era mais moderna!) e às vezes não tem coragem de “entrar”... Mas aos poucos vai se soltando...

Como você fez, quando me contou sobre o acontecido em Presidente Prudente:

- Foi o seguinte: Eu conheci um professor de violão e ele me convidou para tocar aos domingos a noite, na praça central da cidade. (trata-se de um evento patrocinado pela prefeitura). É bem informal, as pessoas chegam e dizem que querem cantar uma determinada música ...então, por ordem de chegada, vão sendo chamadas e o professor Zezinho as acompanha ao violão. Como são sempre os mesmos, o Professor até já conhece as músicas, nem precisa de ensaio.

Eu só não sabia que o Prof. Zezinho havia comentado com o pessoal da prefeitura a meu respeito. Durante a semana um carro de som, da prefeitura, sai pelos bairros anunciando o tal encontro de cantores que se apresentam para cantar na praça. Detalhe: Não deveriam perder a grande oportunidade de assistirem a um grande BANDOLINISTA, de São Paulo, tocando belíssimas músicas de Jacob do Bandolim, acompanhado pelo excelente e conhecido MAESTRO ZEZINHO.


Só de lembrar disso, me dá ARREPIOS até hoje – o GRANDE bandolinista era eu!!

Enfim, a praça estava lotada, eu “morrendo” de medo de tocar e apavorado, só então percebi a grande encrenca em que tinha me metido! Depois do SHOW, enquanto eu guardava o bandolim e o técnico de som desligava a aparelhagem, chamei o Zezinho e disse-lhe em alto e bom som “VOCE É UM GRANDE FILHO DA PUTA, agora vamos pra lanchonete que você me deve uma BREJA bem geladinha”.

E lá fomos nós, rindo e comentando a grande noite de violão e do “famoso” bandolinista na praça.


E tem este texto sobre como J.Plácido “encontrou” a grande cidade de Santo Antonio de Posse, terra do ex-jogador do Corinthians de do Palmeiras e agora comentarista Neto (ah, agora é minha terra também):

Há alguns anos atrás, quando existiam poucos pedágios, eu tinha a mania de nos finais de semana pegar o carro e dar umas voltas por aí .... na realidade umas voltonas...

A minha mulher adorava isso. Aliás, fazíamos isso porque ela já estava acostumada com o meu sogro que era viciado em dar voltinhas e saírem “sem destino” para conhecerem lugares pitorescos no entorno de S.Paulo, num raio de 200km.

Bem, numa destas saidinhas, passamos por uma placa onde indicava “Santo Antonio de Posse” (no momento não me lembro qual é a estrada, mas me parece que é a D. Pedro, sei que é pros lados de Campinas). A minha mulher ficou muito animada e curiosa para conhecer a cidade. Lembro-me bem que ela fez o seguinte comentário : “Como sou devota de Santo Antonio, gostaria muito de ir até lá!”

Saí da estrada principal e pegamos uma estradinha vicinal, achei estranho porque andamos bastante e nada de aparecer a cidade, sinceramente quase desistí, porque já estava ficando tarde e não encontrávamos sinalização indicando quantos quilometros faltavam! Enfim, chegamos... que tranquilidade... poucas pessoas nas ruas, pouquíssimas.

Cidadezinha linda, apesar de próxima à S.Paulo, bem interiorana, com homens de chapéu e montados a cavalos, andando no centro da cidade, alguns barzinhos (vendas) pequenas. Uma maravilha, muito legal. Procuramos uma padaria para tomarmos um café. A Igreja estava fechada, demos uma voltinha no centro e seguimos para São Paulo. No caminho viémos discutindo (no bom sentido!) aual seria o nome correto da cidade: Santo Antonio DE Posse (dizia ela) ou Santo Antonio DA Posse (dizia eu). Ela ganhou, rsrsrs


Vejam vocês: ele se lembrou do nome da cidade, mas não lembra mais onde fica, pobre cidadezinha do interior, esquecida, rsrsrs (ainda tem pouquíssimas pessoas...e agora é minha cidade também)

Se você gostaram dos textos, deixem um comentário de incentivo para o J.Plácido, ele é uma pessoa especial, e tenho certeza que tem muitas outras estórias para nos contar ou avivar nossa lembrança...

Angela Bonas | comentários(0 )



04/07/2010 21:11
QUEM SUBSTITUI BEETHOVEN?
Acho que foi o Samuel Johnson quem disse que nada aguça a mente como a perspectiva de ser enforcado.

O Chile não era uma ameaça mortal, mas a simples possibilidade da uma eliminação por distração ou acidente aguçou o jogo da Seleção. Mas também foi só... Será que não foi falta de lustrar os talentos?

Li certa vez a história de sobre uma empresa: sala de reunião (por que não uma preleção de Dunga??). O gerente nervoso fala com sua equipe de gestores, e olhando nos olhos de cada um ameaça: “ninguém é insubstituível” (afinal, o banco de reservas era cheio de talentos...)

Silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta:
- E o Beethoven?-
- Como? – o gerente encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substitui o Beethoven?

Silêncio.

Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Albert Einstein?

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem – ou seja – fizeram seu talento brilhar. E portanto são, sim, insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico.

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de qualquer organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do conjunto.

Ou se corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande.

E o mundo teria perdido todos esses talentos, como perdemos uma Copa do Mundo...

E também perdemos a alegria das transmissões ao vivo da África: adoro ver o William o Bonner namorando a Fátima Bernardes em rede nacional !!! O máximo!

Angela Bonas | comentários(0 )



07/03/2010 11:51
TODAS MULHERES GOSTAM DE ROSAS...
... ou são a própria rosa...

Entrevistei muitas pessoas, homens e mulheres, para escrever sobre o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

E de tudo o que ouvi, o que mais se destaca pra mim são as expressões “ao lado de um grande homem há uma grande mulher”, e “o mundo vai ser melhor só quando as mulheres o dominarem”.

Concordo plenamente com a primeira, mas com a segunda... não acredito que “dominar” faça parte da alma feminina. Pelo menos não o domínio explícito...

Em todas as épocas e povos, a mulher sempre teve sua posição atormentada pelas dificuldades do não reconhecimento de seu valor e de seu papel.

Mesmo nos países em que é valorizada, facilmente se percebe um preconceito camuflado em piadas e risos irônicos (principalmente com as loiras...)

Mas elas prosseguem: carregam famílias, assumem tarefas, adoçam os dias com o mel que só um coração delicado pode oferecer.

Por mais que trabalhem, sejam bem sucedidas, realizadas, a marca feminina é a da dedicação que não conhece limites.

Mão estendida, voz carinhosa, presença constante. Mães, irmãs, avós, esposas, namoradas. Sempre ao lado, de mãos dadas, com brilho nos olhos e força nos braços.

Ser forte não significa gritar, para ser ouvida e para chamar, se isso pode ser feito com uma voz doce. Não precisa exigir para conseguir as coisas, se com um jeitinho especial pode pedir e ser atendida. Não precisa “medir forças”, pois a sua força está na persuasão.

E sempre podemos contar com a força de nossos sonhos, a força na nossa fé e a força do nosso amor.

Atualmente, as mulheres possuem ou operam mais da metade de novas empresas. As mulheres estão se destacando nas Faculdades de Medicina, e há muito já dominam a área de enfermagem.

E acabamos controlando a riqueza dos homens, porque, infelizmente, sobrevivemos a eles...

Por isso tudo, viva a mulher, não somente no dia 8 de março, viva a mulher todos os dias, todo o tempo.

E porque, efetivamente, só a mulher tem bastante poder para transformar os espinhos em flores. Então, homens, abram espaço para as mulheres. Afinal de contas, aonde podem os homens ir, de fato, sem nós? Somente uma geração...

Angela Bonas | comentários(1 )



31/01/2010 12:42
UMA REVOLUÇÃO SILENCIOSA
Tenho recebido por email muitas mensagens destacando o valor da mulher madura. (hummm, vejo alguma insinuação nas entrelinhas?) (risos)

A maturidade nos tira muita coisa, mas recebemos com otimismo tudo de bom, de novo, de mágico que ela nos oferece. Se eu pudesse voltar no tempo, voltaria só para reviver algumas histórias que compõem a minha memória afetiva e voltaria depressinha para o meu presente.

Porque a maturidade nos faz sentir mais livres, mais felizes e mais belos, aliviados das algemas da ditadura da moda e da beleza. Até porque só é possível se sentir bonito quem se aceita e se conhece de verdade. E nós já nos conhecemos há mais de meio século!

Hoje, já temos o Estatuto do Idoso, até um Fundo Nacional para projetos para idosos. E pra nós, os maduros, nada?

Está acontecendo uma revolução silenciosa. Vem surgindo um novo conceito de homem, o que acompanha a evolução da mulher com orgulho e gosta dessa mulher feliz com suas rugas emergentes, com o seu corpo já sem o vigor da juventude, mas ainda mais sensual, caloroso, acolhedor e belo. E uma mulher que não nega a sensualidade, o erotismo bem vivido, a cumplicidade amorosa, o companheirismo pleno.

Mas eu quero poder comprar uma calça jeans que não apenas me cubra as “partes pudendas” (como diria a minha vó”) com apenas cinco centímetros de frente, e me faça “pagar cofrinho” (como diria meu neto) toda vez que me abaixo para pegar os óculos (com os quais já não vivo e que derrubo umas cem vezes ao dia)!

Quero fazer ginástica para ser mais saudável, e não participar do “iron women” – e que me faz ficar com dores musculares por uma semana, sendo que me resta fazer uma hidroginástica sem graça numa piscina superaquecida, pois as outras alunas sentem frio...

Quero poder comprar uma lingerie sensual que não me faça sentir apertada, com se estivesse usando um espartilho da idade média, porque as fábricas produzem peças tamanho G que só me serviam quando eu tinha uns quinze anos!

Estou cansada de ver na mídia mulheres maduras siliconadas, lipoaspiradas, com um garotão de vinte anos por semana. Meus modelos são a Dra. Silvia Brandalise do Centro Infantil Boldrini de Campinas, Luiza Helena Trajano do Magazine Luiza, Maria Helena Santa da Comissão de Valores Mobiliários.

Mas não somos só essas: somos a Nair que vende pastéis na feira, a Maria Inês que acabou de abrir um salão de cabeleireiro, a Rose que trabalha como telemarketing, a Ana que se aposentou e viaja com o marido pelo menos cinco vezes por ano (e todo final de semana vai pra casa de praia.)...

De que adianta ouvir as dicas de Glorinha Kalil, se não temos onde comprar?

Acorda, comerciante brasileiro!


Angela Bonas | comentários(1 )

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