QUANDO TUDO ACONTECE...
Angela Bonas
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03/10/2008 22:21
MAGIA NEGRA ELEITORAL
Ou a confiança na falta de responsabilidade do eleitor

Na semana passada, li um artigo que classificava os marketeiros políticos como “magos”, afirmando que “tentar induzir alguém a agir fora de sua vontade é magia negra...”

Você já parou para pensar que grande parte dos brasileiros vota muito mais por questões de companheirismo, interesse e admiração pessoal do que por motivos realmente políticos? Como conseqüência, são eleitos o dono do bar, o pastor da igreja perto da sua casa, os artistas da TV e ídolos do esporte. Entre um “cantor sertanejo” e um anônimo estudado e experiente na vida parlamentar, qual você acha que tem mais chances de ser eleito?

O candidato com a pior imagem pode ganhar a eleição por ela encontrar eco na maior parcela da população votante. Em termos de imagem, não há melhor ou pior, ficando tudo por conta da percepção. Sempre é bom lembrar que numa votação há dois mil anos a imagem do ladrão e homicida foi a que melhor representou o herói no conceito popular da época. E Barrabás acabou levando a melhor...

E falar sobre “magia negra” faz sentido quando pensamos no exagerado apego que certas pessoas têm ao poder. A sociologia define poder, geralmente, como a habilidade de impor a sua vontade sobre os outros, mesmo se estes resistirem de alguma maneira.

Que o poder corrompe, isso ninguém duvida. É dele que advém a violência, a corrupção, a arrogância, as ditaduras e, por fim, os conflitos e as guerras. Bertrand Russel afirma que os principais desejos do homem são os de poder e de glória. E tem gente que “vende a alma ao diabo” por isso.

Mas acredito que há um poder positivo. Nem quero dar como exemplo o poder de Deus, vamos manter a questão aqui mesmo na Terra. Tenho absoluta convicção de que é possível o exercício de um poder magnânimo, bondoso, libertador - mesmo na mais competitiva das empresas. Afinal, o lucro não é gerado pelo poder do líder, mas pela motivação e ação dos liderados.

O que me deixa perplexa é saber que os que usam o poder de forma indevida, não percebem o enorme bem que poderiam fazer com esse mesmo poder. Afinal, o poder que proíbe é o mesmo que pode permitir. O poder que agride, é o mesmo que pode afagar. O poder que insulta e falta com o respeito ao próximo, é o mesmo que pode elogiar e dignificar o outro. Enfim, o poder que provoca lágrimas e tristezas, é o mesmo poder que tem a capacidade de gerar sorrisos e felicidade. Tudo é só uma questão de escolha pessoal. E de nosso empenho em não deixar que os “donos do poder”, que vamos eleger, se esqueçam disso...
Angela Bonas | comentários(0 )



15/09/2008 18:34
EM BREVE!

Peço desculpas por não estar publicando nenhum texto, é que estou candidata, prometo voltar na primeira semana de outubro, aguardem!
Angela Bonas | comentários(0 )



30/06/2008 16:32
ERA UMA VEZ...
Os Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente nacional e estadual (CONANDA e CONDECA-SP) querem comemorar o 18º aniversário do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) lançando uma plataforma de 18 compromissos voltados à infância e adolescência, e buscando que a mesma seja assumida pelos candidatos e candidatas às prefeituras.

Comemorar o quê?

Comemorar que o clientelismo em nossa cultura política acabou gerando passividade da Família, que se acomodou esperando que o Estado resolva todos os seus problemas, esquecendo que os pais e/ou responsáveis são os maiores interessados pela formação, desenvolvimento e proteção dos filhos, e é de sua responsabilidade educá-los? Que é muito comum a mãe ameaçar o filho “Se você não se comportar eu te entrego no Conselho Tutelar e não quero mais saber de você”?

E o que dizer dos Conselhos Tutelares, que originalmente foram criados para ser um grupo de pessoas para atuar com a criança em conjunto com a Família, utilizando medidas de proteção e educativas, interagindo com o Estado e a sociedade civil na formulação, controle e fiscalização das políticas públicas de atendimento; mas com o sistema de eleição acaba sendo composto por pessoas despreparadas, que “coitadinha, merece esse emprego...”, e alguns, com muito boa vontade tentam resolver os problemas das crianças que seria de responsabilidade de profissionais capacitados como psicólogos, assistentes sociais, entre outros...

E que também é comum a criança chegar no Conselheiro Tutelar e dizer: “Cuidado senão eu faço minha mãe te processar”?

É como a questão do controle da violência nas próprias escolas. Eu acho que é uma questão de disciplina e autoridade. Assim como os pais no lar, o que se precisa é que também os professores tomem consciência de sua autoridade em sala de aula, e os diretores de sua autoridade em todo o complexo escolar, mas o que acontece é que qualquer problema, até se a criança está com febre, o Conselho Tutelar é chamado pra resolver, porque se diz “é pra defender os direitos da criança...”.

E a autoridade acaba “sobrando” para o Conselheiro Tutelar exercer...

E a “extinção de terminologias”? “Orfanato, internato são modelos ultrapassados de reclusão de crianças e de adolescentes”. O termo agora é Abrigo, as crianças e adolescentes não são mais internados, são abrigados... O termo menor abandonado não existe mais, adotou-se os nomes jurídicos criança e adolescente exatamente porque “as pessoas não devem ser tratadas como incapazes (“menores”)”... Mas são tratados como incapazes porque um adolescente não pode trabalhar porque pode ser explorado... Na minha cidade a maioria dos empresário bem sucedido começou a trabalhar com 9, 10 anos, trabalho duro na roça, nenhum deles tem trauma disso e sim orgulho por terem chegado ao sucesso... E porque não tinham tempo ocioso para ficar na internet e serem vítimas de pedófilos...

De que adianta a mudança de nomenclatura, se os métodos continuam os mesmos? Você acha que apenas trocar o nome de “Febem” para “Fundação Casa” muda alguma coisa? Reflita...

ECA 18 ANOS: agora que ele é “di maior”, tá na hora escutar umas verdade, e repensar seu futuro...

Angela Bonas | comentários(0 )



03/04/2008 13:43
BASTIDORES DE UMA TELEVISÃO
É lamentável que o SBT tenha ressuscitado o Aqui Agora mas não teve coragem de deixar que profissionais como Antonio Guerreiro, Sophia Camargo, Hermano Henning, James Akel, Christina Rocha, Emanuella Hockmann, dentre outros, inovassem como aconteceu com o programa na 1a. edição! Este texto está no blog do competente James Akel, confira:
Tive o privilégio de conhecer pessoas maravilhosas dentro do SBT.
Desde os eficientes seguranças, que garantem a tranqüilidade de todo Complexo Anhangüera, passando pelo departamento de manutenção, que mantém sempre tudo aquilo funcionando, até as pessoas da produção e jornalismo.
A área do jornalismo, onde encontramos Paulo Nicolau, Albino Castro e Dácio Nitrini no comando de dois núcleos de jornalismo, é uma área lotada de profissionais da maior competência, das mais variadas idades e diferentes experiências, tudo muito bem dimensionado por seus diretores.
Tive a grande felicidade de trabalhar com essa gente toda e sempre ter tido deles um grande respaldo e um enorme carinho.
Aprendi muito com Albino Castro, Dácio Nitrini e Flavio Cabrera.
Albino, o grande comandante, sempre atento a tudo e com sua macrovisão do jornalismo, ensinou-me a olhar o programa jornalístico como um todo, e não apenas me preocupar com meu quadro.
Dácio Nitrini foi um grande orientador de meus textos, que, embora sendo meus, sempre tiveram a atenção e preocupação de Dácio pra que fossem bem estruturados e explícitos na sua apresentação.
E com Dácio pude aprender muito sobre a diferença do texto escrito em relação ao texto falado.
E Flavio Cabrera me ensinou muito da postura em cena, da interpretação do texto e da relação com o telespectador.
Enfim, uma equipe nota dez.
Pena que o Silvio Santos não permite que todo esse potencial de trabalho e realização possa se aproveitado totalmente a favor do SBT.
Silvio, como todos sabem, mas parece que só ele não sabe, não aceita a existência de uma programação e estratégia.
O SBT tem tudo pra ser o grande rival da Globo.
Mas, pra felicidade da Record e da Bandeirantes, Silvio não tem uma estratégia de marketing e programação.
E nem permite que ninguém tenha.
Uma televisão não é um cassino, onde você joga as fichas e em três segundos sabe se ganhou ou não.
Então, vem-me na idéia o famoso personagem "Zé Apostador", criado nos anos sessenta pelo Silvio, pra vender seu carnê vitorioso do Baú.
E parece que o "Zé Apostador" encarnou no Silvio Santos.
Ele só faz apostas.
Joga um programa no ar e aposta se vai dar certo ou não.
Assim como acontece num cassino, você só ganha raramente.
E eu me lembro da "Casa dos Artistas", o "Show do Milhão" e o "Nada Além da Verdade", entre dezenas de produções que poderiam ter sido bem avaliadas e programadas. Se, um dia, o Silvio acordar e entender tudo o que está acontecendo, então, talvez, ele aceite ter um diretor de programação, uma estratégia de marketing, e com a brilhante equipe de gente que já existe no SBT, ele seja o grande concorrente da Globo.
A Globo, quando começou sua arrancada, não tinha nem dez por cento da estrutura que o SBT tem hoje.
Mas teve estratégia de marketing e programação e acompanhamento de todo um trabalho, criado por Boni e Clark.
Ainda dá tempo, Silvio, de você permitir que sua televisão seja vitoriosa como foi seu carnê do Baú.
Se você se lembrar do passado, Silvio, você pegou o carnê, que era do Nóbrega, numa péssima situação, e foi a estratégia de marketing que você criou na época que salvou o Baú e fez você crescer e ter seu império.
Permita que sua televisão também cresça".
www.jamesakel.zip.net
Angela Bonas | comentários(0 )



26/03/2008 16:49
BANZAI!
Acredito que as pessoas em torno de 50 anos, como eu, se orgulham de estar fazendo parte de uma das mais rápidas transformações da história da humanidade: desde o nosso nascimento passamos pela era dos jatos, televisão, foguetes, computadores, microcomputadores, celulares, “chips”, nanotecnologia, ufa!

E a gente vai se adaptando. A nossa cidade também vai se adaptando ou sendo adaptada, muitos casarões dão lugar a grandes edifícios, shoppings... Nossa paisagem vem se transformando, árvores são arrancadas para dar lugar a um novo empreendimento... Muita coisa ficou só na nossa memória, e às vezes nem nela, a gente só lembra quando vê uma foto antiga, daí, suspira e pensa: Ah! É mesmo! Era assim!

Mas por mais que gostemos de nossas tradições e dos lugares em que passamos nossa infância ou juventude, é gostoso observar nosso progresso, a transformação da nossa cidade, do nosso país.

Nossa gente também se transformou, evoluiu e se miscigenou, temos todo tipo de mistura, e temos até alguns italianinhos de doces olhos rasgados, trazendo o sangue dos japoneses que começaram a chegar por aqui há cem anos atrás... É mesmo: parabéns ao Centenário da Imigração Japonesa, que se comemora este ano!

Hoje, ao constatar o progresso agrícola do Brasil, quando se fala em alimentar o mundo, todos olham a contribuição dos japoneses, que começaram com o café, diversificaram com o algodão, e posteriormente, com a soja e demais produtos hortifrutigranjeiros. A força da imigração japonesa pode ser vista na aplicação de modernas técnicas a partir dos anos 40, e no associativismo na forma de cooperativas agrícolas. Por trás da estereotipada denominação de “verdureiros” que são sempre objeto, está a verdadeira vocação: o amor à agricultura e, por tabela, à pátria que os acolheu.

Os traços da cultura japonesa são encontrados em todos os cantos do Brasil e a fraternidade e integração são marcas de um perfeito entrosamento cultural. Adotamos o bonsai, a ikebana. Também o karatê, judô e lutas marciais para infundir em seus praticantes o cultivo da disciplina e do respeito. As iguarias convivem na culinária ao lado do arroz e feijão. A amizade fraterna revela-se na adoção do karaokê por pessoas de todas as idades.

Quão proveitosa foi a viagem do Kasato Maru em 1908! Não tinham idéia de que partiam para um país onde o pôr-do-sol é um espetáculo grandioso; deixaram pra trás um milenar país, do sol nascente, mas tinham no coração a certeza de que o poente traz a promessa de um novo dia pleno de luz.

Minha homenagem e gratidão pelo feliz convívio, através de um “Hai Kai”:

Grande sol poente
No coração a promessa
Novo dia pleno de luz

Arigatou gozaimassu!
Angela Bonas | comentários(2 )

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